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Presidente da APPITAD alerta para impactos negativos na agricultura provocados pelo mau tempo

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Sex, 20/02/2026 - 13:11


Excesso de humidade poderá provocar, este ano, aparecimento de mais doenças

O presidente da APPITAD alertou para os constrangimentos na agricultura provocados, pelo excesso de chuva, das últimas semanas, e considerou que será um ano desafiante para o setor.

“Temos os solos completamente saturados de água, alguns problemas de lixiviação de terras e portanto perda de nutrientes. Este ano, obviamente não vamos ter o problema de falta de água e esperamos que o ano seja normal, mas nalguns casos pontuais o ano poderá não ser assim tão normal como esperado. Sobretudo, por exemplo, na região do Douro, com vários deslizamentos de terras, quer em vinha, quer em olivais, quer em amendoais. Este ano, é um desafio para a agricultura e temos de ter aqui uma boa gestão da água e do solo", explicou Francisco Pavão.

A APPITAD está já no terreno a analisar a situação e aponta que, este ano, deverá haver o surgimento de mais doenças. “Estas chuvas não afetam de forma direta o olival. Afetaram sobretudo as pastagens, os cereais, as hortícolas. O olival não teve aqui nada de problemático. Podemos é ter aqui alguns problemas com doenças, como a Gafa e, obviamente, que este ano vamos ter muito mais infestantes."

Francisco Pavão deixa conselhos aos agricultores. “Primeiro, não devemos mobilizar, se sim, terá de ser o mais tarde para evitar erosão. Nós felizmente já temos grande parte dos olivicultores que não mobilizam. Por aqueles olivais não mobilizados, o solo mantém as suas estruturas, portanto os olivicultores não devem mobilizar e acompanhar de perto a evolução da cultura, sobretudo este ano nesta altura da primavera, porque há condições, infelizmente, para o desenvolvimento de doenças. Porque temos elevada humidade e solos com precipitação e as doenças vão se desenvolvendo”, apontou.

A CCDR NORTE também divulgou o Boletim do Estado das Culturas e Previsão de Colheitas, documento mensal que traça o retrato da atividade agrícola na região Norte e, desta vez, destaca um mês de janeiro particularmente exigente para o setor.

Escrito por rádio Brigantia

Jornalista: 
Rita Teixeira