PCP de Bragança alerta que nomeação dos cinco presidentes acentua a natureza centralista e governamentalizada das CCDR

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Qua, 18/03/2026 - 09:42


O facto de os Vice-Presidentes não serem da região torna apenas mais evidente que em todo este processo conduzido pelo PS, PSD e CDS, em nenhum momento se pretendeu desenvolver uma estratégia séria e consolidada para uma efetiva política de coesão territorial, diz PCP

A Direção Regional de Bragança do PCP entende que a nomeação dos cinco vice-presidentes acentua o centralismo das CCDR e não serve as populações do distrito, afirma Fátima Bento, do PCP de Bragança. “Entendemos que, de facto, esta nomeação é mais uma prova daquilo que o PCP tem denunciado. Esta entrega e esta delegação de competências nas CCDRs não é para resolver os problemas da nossa região, é mais uma etapa num processo que é de centralização”. 

Fátima Bento considera que o facto de os vice-presidentes não serem da região, torna apenas mais evidente que em nenhum momento se pretendeu desenvolver uma estratégia séria para uma efetiva política de coesão territorial e aponta a regionalização como solução. “Nós temos, ao longo dos anos, denunciado este processo. Entendemos que não há eleição nenhuma, são nomeações e acordos entre o PS e o PSD, que não pretendem acautelar os graves problemas que a nossa região tem. Entendemos que a regionalização era o caminho para o resolver”. 

Para a DORBA do PCP, a indignação expressa por parte das estruturas locais destes partidos, é “mero engodo para se justificarem perante os seus concidadãos e desconforto por terem ficado de fora desta distribuição de cargos apetecíveis”.

Recordo que a Federação Distrital do PS de Bragança também lamentou estas nomeações e considerou que o processo “despreza completamente a representatividade do Interior e o distrito de Bragança”.

Jornalista: 
Rita Teixeira