Sex, 13/02/2026 - 10:58
A “Mascararte – XII Bienal da Máscara” arrancou, oficialmente, ontem no Centro Cultural Adriano Moreira. A exposição conta com cerca de 80 mascaras de cinco países, destaca António Tiza, presidente da Academia Ibérica da Máscara.
“Esta exposição está integrada na MáscarArte. O que as pessoas podem encontrar aqui são máscaras valiosíssimas de cinco países. De Portugal, aqui sobretudo da região, embora também haja algumas de outras partes. Depois a província de Zamora, León e Galiza. Depois temos ainda máscaras antiquíssimas ou réplicas dos índios da América do Norte, Estados Unidos, do México e do Peru”
Com o tema “máscaras e símbolos de identidade”, António Tiza reforça que esta exposição serve para também preservar as tradições locais.
“É também para chamar a atenção para o valor da máscara. Aliás, se reparar no título, é ‘Máscaras - símbolos de identidade’. Ou seja, os povos que as utilizam têm como referência fundamental a máscara, relativamente à sua cultura e às suas tradições. Por isso é que é importante, não só para preservar, mas também para salientar o valor que essas máscaras têm na cultura local dos povos que as preservam”, frisou.
Expetativas “razoáveis” é o que espera a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, devido à situação que Portugal atravessa devido aos estragos provocados pelo mau tempo, em várias zonas do país. Mas acredita em muitas visitas dos vizinhos esoanhóis.
Questionada sobre o cancelamento do desfile com vários grupos de caretos e a própria queima do careto, a autarca explica que as previsões meteorológicas motivaram o cancelamento destas atividades e o objetivo foi evitar custos, que iriam rondar os 15 mil euros.
Neste primeiro dia de MascarArte, António Tiza apresentou também o seu terceiro volume do livro “Inverno Mágico – Ritos e Mistérios Raianos”.
“Fui buscar estas festas com máscaras que foram recuperadas e com elas redigiu o segundo volume. E entretanto, nos 10 anos seguintes, ou seja, até agora, aconteceu exatamente o mesmo. A vitalidade das nossas festas é tão grande, que há um processo de evolução contínuo que permite que muitas festividades, que estavam perdidas ou mais ou menos adormecidas, foram recuperadas, revitalizadas e como tal isso tudo deu origem ao terceiro volume”, explicou.
A Mascararte decorre até ao dia 18 de fevereiro. Hoje decorre também a abertura de mais um evento, trata-se do “Tradições de Inverno: Butelo, Casulas & Caretos”.
Escrito por Rádio Brigantia.





