Dia Mundial da Rádio: o meio que resiste e que nunca falha

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Sex, 13/02/2026 - 11:18


Seja durante um apagão ou durante as tempestades, dos mais velhos aos mais novos a Rádio tem vindo a provar que está mais viva do que nunca

Para muitos já está obsoleta, para outros é sinonimo de companhia de manhã à noite. A rádio, que hoje se comemora, já foi, em tempos, a principal forma de levar notícias, música e histórias a toda a gente. Os mais novos garantem que continuam a ouvi-la. Na Escola Básica de Santa Maria, em Bragança, os alunos do quarto ano contam o que significa, atualmente, a rádio para eles.

“Para mim, a rádio é um dos meios de comunicação mais importantes para termos informações sobre o que está a passar”, referiu uma das crianças.

Outro aluno da escola mencionou que através da rádio se pode ouvir música e “também é útil porque nós podemos saber as coisas que estão a acontecer no mundo, como por exemplo o que está a acontecer em Leiria.”

Para outro aluno a rádio é um meio de comunicação “importante porque ninguém consegue saber nada sem rádio, só se viver o momento.”

E quando questionados sobre quantos anos acham que a rádio tem ou quando terá sido criada, os palpites não deixaram de ser curiosos.

“A rádio não foi criada há muito tempo porque os meus avós já nasceram sem rádio. A rádio é recente, mas também nem muito”. Para outros a rádio tem entre 6 a 81 anos.

O Dia Mundial da Rádio foi proclamado em 2011 pela UNESCO, para destacar a importância do meio na promoção da liberdade de expressão, do diálogo e da diversidade cultural.

Em Portugal, existe há mais de 100 anos, tendo surgido pela primeira vez com a criação da Rádio Hertz. Durante o Estado Novo, foi utilizada como instrumento de propaganda do regime, mas foi também através da rádio que se ouviram as senhas que marcaram o início da Revolução de 25 de Abril e da liberdade.

E para quem considera a rádio um meio ultrapassado, episódios recentes, como o apagão de abril do ano passado, que deixou Portugal às escuras, ou os últimos acontecimentos em Leiria e noutras zonas do país, mostram que que, quando tudo falha, a rádio continua presente e mais viva do que nunca.

Escrito por Rádio Brigantia

Jornalista: 
Cindy Tomé