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CDU quer reintegração da Linha do Tua na rede nacional e avanço do Plano de Mobilidade

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Qua, 25/02/2026 - 09:51


A Assembleia Municipal de Mirandela aprovou uma moção que insta o Governo a reiniciar a operação ferroviária na Linha do Tua e a integrá-la na Rede Nacional Ferroviária. A CDU defende a concretização do Plano de Mobilidade do Tua, que prevê a reativação de troços desativados e soluções fluviais

A CDU quer que a Linha do Tua seja reintegrada na Rede Nacional Ferroviária. Além disso, exige ver finalmente o Plano de Mobilidade do Tua concretizado. Assim, foi aprovada, por maioria, na Assembleia Municipal de Mirandela, uma moção para instar o Governo a que seja reiniciada na Linha do Tua a operação da CP e para que esta seja integrada no plano nacional.

Jorge Humberto Fernandes, da CDU de Mirandela, diz que o pedido faz todo o sentido. “Estando esta linha integrada no Plano Ferroviário, podia perfeitamente ser aproveitada para dar continuidade a esse transporte para Madrid, porque faz todo o sentido. Este plano de resolução permitia ativar o plano de mobilidadee também, no futuro, que Mirandela e esta zona não fique para trás”.

O Plano de Mobilidade do Tua contemplaria a reativação de cerca de 30 quilómetros da desativada Linha do Tua, entre a Brunheda e Mirandela, bem como passeios de barco na albufeira que submergiu cerca de 20 quilómetros da ferrovia. Esta era a principal contrapartida pela construção da barragem, que começou a funcionar em 2017. Jorge Humberto Fernandes considera que o Governo não deveria ter entregado este plano a privados. “Estamos desde 2016 à espera que o plano avance. Em causa está o devaneio liberal ou neoliberal, como queiramos chamar-lhe, de passar isto para privados, quando nós sabemos perfeitamente que, em causa, o privado não reunia as condições de poder operar com este tipo de maquinaria. Nós acreditamos que a única entidade que pode pôr este plano a funcionar é a CP”.

E diz que a CDU continua a acreditar que o plano vai avançar. “Temos de acreditar que este ainda é um país que cumpre legalmente aquilo que é estipulado por lei. Não podemos abrir mão daquilo que é o Estado de Direito. Queremos acreditar que, sendo nós um país da União Europeia, do mundo ocidental, se cumpre aquilo que são os desígnios da lei”.

O que preocupa Jorge Humberto Fernandes é a possível falta de vontade política. “Só não volta a passar, o comboio no Tua se não houver vontade política dos partidos que têm a maioria na Assembleia da República. Se isso não acontecer, ficará o ônus da causa nesses partidos políticos”.

A deliberação apela aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República a que se aprove o Projeto de Resolução que recomenda a reintegração da Linha do Tua na rede nacional e a reposição do transporte público ferroviário entre a Brunheda e Carvalhais, com ligação futura à linha Porto–Bragança.

Jornalista: 
Carina Alves